terça-feira, setembro 18, 2007






Chega uma hora em que tudo tem mesmo que acabar. Até aquelas ilusões e fantasias adolescentes que a gente conservava e fazia questão de guardar com cuidado no pote de ouro escondido na prateleira mais alta. Mesmo os tesouros, mesmo as jóias. Porque no fim, era tudo mesmo bijouteria. E o castelo era de vapor, o anel que tu me destes era vidro e se quebrou, e até o príncipe era pior que sapo, era como o Prince Charming do filme do Shrek, só que em modelo indie/alternativo.
E a Fiona nunca imaginava que ao formular uma declaraçãozinha discreta (criativa, mas discreta) ia derrubar no chão a máscara do suposto príncipe, rasgando o último livro de fábulas que restava no baú. Nunca imaginava que ao cometer aquela ousadia, tão diferente de seu padrão quase puritano, a porta faria o movimento inverso do imaginado, se fechando com um estrondo. E por iniciativa dela.

Agora você tá livre, princesa. Não precisa mais do fajuto e patético mecanismo de compensação, não precisa mais sintonizar o radar pra que procure apenas sósias dele, porque ele.... bom, resta comprovado que ele não era ELE. Agora você não precisa mais se iludir pensando que os músicos são os mais fodas, que os magrelos de cabelo cacheado são os mais charmosos, que vale a pena conservar o perfil de Maria Banda. Sim, provavelmente você ainda o conserve, porque de entender a mudar existe um caminho, e ele nem sempre é curto... Mas não precisa mais existir o padrão, a regra geral! Lembra que todas as regras têm sido abandonadas?
Pois bem, você tá livre, princesa. Pode voltar a crescer.

2 comentários:

cavaleiro_do_caos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cavaleiro_do_caos disse...

Hahahaha...Não sei pq, mas sempre achei os sapos e as bruxas mais interessantes.
:)