“É que às vezes acho que não sou o melhor pra você... mas às vezes acho que poderíamos ser o melhor pra nós dois”
Eu sempre me lembrei de você com essa música, por mais teenager que ela seja. Porque não importa o tempo e a distância, existe um pedaço de mim que insiste em pensar que teríamos sido ótimos juntos. Que seríamos, ainda, se tivéssemos a chance. Que seria mais simples, que seria mais fácil, mais certo. Eu sei que não tenho como afirmar nisso, eu sei que o meu lado racional não tem a mínima condição de contar com isso, porque nunca passamos do quase. Nunca tentamos de fato, e eu nunca te mostrei que queria tentar. Mas que timing péssimo esse nosso, não? Você começa a namorar na hora errada, eu começo quando você termina o seu. O mundo nunca conspirou muito a favor, mas eu também nunca fui atrás, nem por um minuto. Talvez seja isso, o não ter tentado. Combinado com a minha falta de certeza, talvez seja isso que me balance assim quando eu te vejo.Sabe, eu não gosto de balançar, é claro que não. É idiota questionar o certo por causa do duvidoso, do utópico, da suposição apenas. Eu sei que não faz o mínimo sentido. Mas eu não tenho tanta segurança assim, não tenho tantas certezas e naquele momento, não tinha muita satisfação. Na noite em que te conheceu ele sonhou que eu o traía, e eu sei que tenho a minha participação energética nesse sonho.
Eu preciso acreditar que as coisas serão como tiverem que ser. Que “o que é meu tá guardado”, que tudo tem seu tempo, bla bla bla. E tchau, chega desse papo.
Não me leve a mal
beijo
Bia
*imagem daqui







