A gente falha. Repetidamente. A gente dá murro em ponta de faca, a gente insiste no erro, e às vezes, confessemos: na mentira, na omissão. Porque é mais fácil, mais seguro, menos desgastante. Porque dá menos medo e menos trabalho assim. Porque é o mais confortável.
Mas aí a gente cai do cavalo, num dia qualquer. E cai feio, e quebra os 2 incisivos superiores, e perde... a dignidade até.
Com muita sorte (e às vezes muito amor, penso eu) as coisas se resolvem. As culpas se compensam, os perdões são quase que automáticos. E você tenta esquecer, ir em frente, se mostrar verdadeiramente arrependido. Você tenta se apoiar no tal do amor, no restinho de confiança e coração que sobreviveram. Colocar tudo em pratos limpos, colar os pedaços com superbonder e keep walking. E pode ser até que você esteja realmente arrependido... Mas a mentira ainda existe dentro de você. E uma parte do seu ser deseja que ela nunca tivesse sido descoberta, porque tudo seria tão mais fácil. O cristal da confiança estaria intacto, a dúvida e o medo seriam tão menores, o conforto da omissão e do desconhecimento do outro permaneceriam. Embora tenha valido a lição, o crescimento, a força... talvez você trocasse a verdade pelo conforto, não é? Talvez você não seja assim tão bom, tão honesto, tão justo... quanto acredita e apregoa por aí
Mas o que aconteceu aconteceu. All that I know is I’m breathing now.
