No momento em que eu me vi livre daquela pira foi como se um espírito saísse de dentro de mim. E eu comecei subitamente a rir da minha própria cara, da minha própria capacidade de inventar amores, paixões, pessoas até. Da minha imensa e absurda mania de mitificar as coisas. De repente, não mais que de repente eu me olhei no espelho, olhei pra ele, pras fotos dele, e a nuvem se dissipou na minha frente. É só ele. Ele que eu já conheço, ele que é só um cara, ele que ficou tempo demais longe, eu sei.... mas continua sendo só ele. Não é o Brad Pitt, não é o Rodrigo Santoro, não é o Carlos G. É só ele. Sim, eu quero vê-lo, mas tem tantas outras coisas que eu quero agora. Sim, eu tenho saudade, mas também sinto falta de tanta gente, de tanta coisa. E todas essas coisas e pessoas e sonhos continuam ali fora me esperando, e eu deitada no sofá inventando e montando uma pessoa, pintando um painel com as minhas cores e características preferidas pra no final encaixar a cara dele ali no meio, e fingir pra mim que ele é aquilo ali.
E pensar que eu quase parei no tempo, eu quase perdi um fim de semana, eu quase desisti de um dos mais fortes sonhos de consumo da minha história.... só por ele
Cuidado com a pira, você pode pegar fogo.
2 comentários:
Seu surto passou para mim. Igual gripe.
Depois não reclama da solidão e da indiferença e do desprezo das pessoas por você, porque as vezes você age da mesma forma. Colhemos aquilo que plantamos. Você as vezes machuca pessoas que te querem bem com essa sua indiferença e mania de olhar só para seu prórpio umbigo.
Quer saber, vai se fuder.
Postar um comentário