quinta-feira, agosto 19, 2010

A gente falha. Repetidamente. A gente dá murro em ponta de faca, a gente insiste no erro, e às vezes, confessemos: na mentira, na omissão. Porque é mais fácil, mais seguro, menos desgastante. Porque dá menos medo e menos trabalho assim. Porque é o mais confortável.


Mas aí a gente cai do cavalo, num dia qualquer. E cai feio, e quebra os 2 incisivos superiores, e perde... a dignidade até.


Com muita sorte (e às vezes muito amor, penso eu) as coisas se resolvem. As culpas se compensam, os perdões são quase que automáticos. E você tenta esquecer, ir em frente, se mostrar verdadeiramente arrependido. Você tenta se apoiar no tal do amor, no restinho de confiança e coração que sobreviveram. Colocar tudo em pratos limpos, colar os pedaços com superbonder e keep walking. E pode ser até que você esteja realmente arrependido... Mas a mentira ainda existe dentro de você. E uma parte do seu ser deseja que ela nunca tivesse sido descoberta, porque tudo seria tão mais fácil. O cristal da confiança estaria intacto, a dúvida e o medo seriam tão menores, o conforto da omissão e do desconhecimento do outro permaneceriam. Embora tenha valido a lição, o crescimento, a força... talvez você trocasse a verdade pelo conforto, não é? Talvez você não seja assim tão bom, tão honesto, tão justo... quanto acredita e apregoa por aí


Mas o que aconteceu aconteceu. All that I know is I’m breathing now.

Um comentário:

Ceisa Martins disse...

É bem assim mesmo. O que não tem remedio, remediado está. E quando algo trinca o que você tem de mais bonito, o jeito é dar tempo ao tempo pro desenrolar das coisas!

Concordo tanto com tudo do seu texto. Sempre tem um pedacinho na gente que prefere omitir ou mentir, pela "facilidade" momentanea e pela finalização de algo. Verdades são complicadas e como diz uma música da legião Urbana: "Mentir é fácil demais", mas tem, quase sempre, consequências!