terça-feira, junho 22, 2010

Eu te amo com toda a sua dor, com toda a sua cegueira de amor (não era pra rimar), com toda a culpa que você carrega nesses ombros. Embora discorde (pelo menos em parte) de cada um deles. Eu te amo apesar de toda a incoerência, de todo o desamparo, de todos os erros, de todo o abandono, seja ele consciente ou não. Apesar de toda a sua incapacidade de ver o quanto você está sempre disposto a dar e pagar e doer e se sacrificar por ela, e o quanto não está mais, há tantos anos, disposto a dar por mim, pra mim. Eu te amo e sou a mulher que não vai te deixar, a mulher que vai cuidar de você no final, a mulher que não vai te largar, te trair, roer a corda. Eu te amo na saúde e na doença, da forma mais incondicional que conheço, da forma mais incondicional que já vi um filho amar.


Eu te amo e queria tanto que isso significasse mais na sua vida, queria tanto que essa certeza te preenchesse mais os vazios, mas... o que me resta além de querer? Talvez seja só a sua incapacidade de expressão, de efusividade. Talvez seja porque o seu amor (e a sua mulher) sempre serão a parte mais importante da sua vida, e não tem jeito.


Mas eu estou aqui. Por você, pra você. Sempre.














If I do die tomorrow, I would have spent my last day with my dad. Proudly

sexta-feira, junho 04, 2010

A noite passada você veio me ver.... a noite passada eu sonhei com você....

And it was sooooo good, wasn't it, baby?... ;)
hahaha

terça-feira, junho 01, 2010

Já passou na TV, já posso postar



CRISTINA: No way.
MEREDITH: Yeah.
CRISTINA: No freaking way!
MEREDITH: Right?
CRISTINA: Oh my God! Oh, okay. Um, were you trying to?
MEREDITH: No! Total accident. I used the thing.
CRISTINA: Oh, so are we happy about this? Or are we exercising our legal right to choose? [Cristina laughs] Okay, alright! Congratulations! Let’s hug it out.
MEREDITH: [laughs] Okay.
CRISTINA: Oh my God. Are you- Are you- Are you gonna tell him? Have you told him?
MEREDITH: No, I just found out!
[both of their pagers go off]
CRISTINA: Oh, Teddy.
MEREDITH: Derek.
CRISTINA: Well, are you gonna tell him now?
MEREDITH: Yeah.
CRISTINA: Okay.
MEREDITH: How is the Teddy and Owen thing going?
CRISTINA: Oh. Oh, fantastic. It’s going great. I’m completely over it. [breathes and puts her hand on Meredith’s shoulder] This is very adult. I’m really proud of you, Meredith Grey.
MEREDITH: I’m proud of me too?
CRISTINA: Yes. Yes. [laughs]
MEREDITH: Okay.

[They both walk away]

CRISTINA: Hey! I hope it has his hair!
MEREDITH: Me too!


Amor além da vida por esse tumblr

segunda-feira, maio 31, 2010

Dos conceitos

Eu sou uma pessoa tranquila, sabe? Eu não sou de grandes revoltas e indignações, eu não tenho uma grande lista de coisas que me são inaceitáveis, eu não fico nervosa à toa. Mas mais ainda... eu sou uma pessoa livre. Eu fui criada (bem ou mal) de uma forma muito livre, e eu não sei até que ponto foi a criação, a minha essência, as duas coisas combinadas. Mas eu não sou de julgar, de recriminar, de fazer críticas sobre o que eu não entendo, de discursar sobre o que tá “miles away” da minha competência. E eu não fico repetindo as minhas indignações pra todo mundo, todo dia. Eu poupo as pessoas do duvidoso, do controverso em mim (e olha que eu não perco a piada, hein?). Mas na boa, quando a minha opinião me parece de alguma forma preconceituosa, ou por demais parcial, ou quando eu acho que já falei demais daquilo, ou reclamei demais daquilo, eu poupo os interlocutores. Porque gente, todo mundo já sabe que você não suporta o presidente, a candidata, o partido, as quotas, o programa de ressocialização de detentos que vai colocar os presos trabalhando em órgãos públicos. Todo mundo já sabe que você não simpatiza com homossexuais afeminados (e na boa, você devia ter pelo menos um pouquinho de vergonha disso), todo mundo sabe. Não precisa falar disso todo dia, o tempo todo. Não precisa atestar a sua falta de humanidade, o seu egoísmo, a sua incompreensão da realidade, da história, da vida do outro, pros 4 ventos.

E será que nem uma vezinha você vai ficar com receio do que os outros podem pensar? Será q nem uma vez você vai pensar “ah, não vou falar isso, vão achar que eu tenho preconceito, vão VER que eu tenho preconceito”. Será que nem uma vez você vai olhar pra si um minutinho e pensar “ei, mas eu não entendo de dança, de arquitetura, de homeopatia, de computadores... talvez eu não deva ser tão incisivo nas minhas opiniões a respeito”? Não, né.

Porque eu sou uma pessoa tranquila, mas a minha porção “pessoa livre” e a minha porção “pessoa que tem pavor de ser injusta” se irrita. Demais. Com os “o sul é o meu país” que não sabem nada do resto do Brasil (e que portanto, não sabem o que é Brasil), com a classe média alta que acha que esse país é só deles, que nunca viram pobreza, que não tem um mínimo de pensamento social e coletivo. Com os preconceituosos (pior, os jovens preconceituosos) que vivem maquiando a sua resistência, a sua cabeça fechada, a sua alienação. De mim não se escondem, a mim não enganam, não mesmo.

E sabe o quê? Aí reside a minha indignação, a minha resistência, o que eu considero inaceitável e absurdo. Pessoas que ficaram presas nos séculos passados, pessoas que nunca se flexibilizam, que nunca mudam o ângulo, pessoas que querem dar sua opinião sobre tudo, incisivamente, sem receios, sem ressalvas. Pessoas e seus conceitos e pré-conceitos. Eu devia ser mais paciente com elas (de verdade, sem ironia).

The inescapable truth

quinta-feira, maio 20, 2010