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quarta-feira, janeiro 26, 2011

SAUDADE IMENSA: triple chocolate muffin do Dunkin' Donuts.


ps: eu já me vejo abrindo a boca de chorar qdo entrar num Dunkin' de novo...

terça-feira, dezembro 14, 2010

Hoje é aniversário da MY OWN Serena Van der Woodsen. Que eu aaaaamo tanto, dependo tanto, admiro tanto, me confidencio tanto, confio tanto tanto tanto. É amor demais, Braseeel. You know it, bitch.
Te desejo toda a felicidade e todo o glamoooour do mundo, honey.
Love, B.W. (me achei)









sexta-feira, dezembro 10, 2010

Dentre as atuais temporadas, preciso confessar que Dexter tá sendo A MELHOOOOR SÉRIE EVER.  

Can't wait for the season finale


quarta-feira, outubro 06, 2010


Claro que a semelhança é proposital... e embora eu seja tb madly in love with Glee (já que é pra escolher), essa capa do Friends é INSUPERÁVEL DE LINDA pra mim.

ps: atenção para as duas Rachel fazendo a mesma cara!

quinta-feira, setembro 09, 2010

Come oooooooooooooon!!!!!!!


come on come on come on!!!

terça-feira, junho 01, 2010

Já passou na TV, já posso postar



CRISTINA: No way.
MEREDITH: Yeah.
CRISTINA: No freaking way!
MEREDITH: Right?
CRISTINA: Oh my God! Oh, okay. Um, were you trying to?
MEREDITH: No! Total accident. I used the thing.
CRISTINA: Oh, so are we happy about this? Or are we exercising our legal right to choose? [Cristina laughs] Okay, alright! Congratulations! Let’s hug it out.
MEREDITH: [laughs] Okay.
CRISTINA: Oh my God. Are you- Are you- Are you gonna tell him? Have you told him?
MEREDITH: No, I just found out!
[both of their pagers go off]
CRISTINA: Oh, Teddy.
MEREDITH: Derek.
CRISTINA: Well, are you gonna tell him now?
MEREDITH: Yeah.
CRISTINA: Okay.
MEREDITH: How is the Teddy and Owen thing going?
CRISTINA: Oh. Oh, fantastic. It’s going great. I’m completely over it. [breathes and puts her hand on Meredith’s shoulder] This is very adult. I’m really proud of you, Meredith Grey.
MEREDITH: I’m proud of me too?
CRISTINA: Yes. Yes. [laughs]
MEREDITH: Okay.

[They both walk away]

CRISTINA: Hey! I hope it has his hair!
MEREDITH: Me too!


Amor além da vida por esse tumblr

sexta-feira, março 05, 2010


 
Clare: There’s no such thing as time travel.
Henry: Well, if you hang along long enough, you’ll see me disappear.

 - The Time Traveler's Wife


Amor ALÉM DA VIDA por esse filme e esse livro...

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Ainda sobre o vício...

 
MEREDITH: Dr. Shepherd, we should pretend it never happened.
DEREK: What never happened, you sleeping with me last night? Or you throwing me out this morning? Because both are fond memories I’d like to hold on to.

Grey’s Anatomy; 1x01 A Hard Day’s Night











E após 23756934563498 anos, eu continuo amando esses dois. 
ps: atenção para a carinha JOVEM de ambos!...

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Dos vícios

E não é que ao longo do tempo ela foi ficando bem bonita?!....

segunda-feira, novembro 23, 2009

PRECISAVA ser tão foda???

O vídeo não é do show daqui, mas ele fez bem assim!...



"You better lock your doors, you know why? Cause we want you! Cause we like you a loooot!..."
Looooove this song

terça-feira, setembro 15, 2009

De arrepiar/chorar/morreeeer de saudade



In New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
Theres nothing you can’t do,
Now you’re in New York,
these streets will make you feel brand new,
the lights will inspire you,
lets here it for New York, New York, New York

sexta-feira, julho 03, 2009

E falando nele...

Sorry Steinke, mas ó... Jason Mraz Amor Verdadeiro Amor Eterno

Life is but a dream...

Forever some odd hours ago I spun through Times Square for the 100th time in my life. That’s a century of visits to the center of the world. I marvel as part of the great imagination of man; stoked to be dressed up in that blessed up cross section of a sexy city. I love her. Times Square that is, in the wee hours, when I own the moment, when I possess her all to myself. The silence amongst the swirling lights doesn’t seem right, but I stumble in awe, with gratitude, being the only sightseer in sight. The cabbies are all asleep. after their affairs with their fares and the tourists are tucked up tightly in rented beds with Broadway melodies plumb in their heads. I high five the sky and say goodnight just before dawn, catching my breath after our three day dance. Ms. York was tall and gracious this time


disse Jason Mraz, o homem da minha vida
sobre Ms. York, a cidade da minha vida

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

As 3 palavrinhas

- E ele te chama de amor? Já tá nesse nível, de “amor da minha vida”?
- Não... Mas eu sufoco pelo menos uns três “eu te amo” por dia.
- Como assim???
- Ah, eu quase falo o tempo todo e aí engulo na última hora. Várias vezes, todo dia.

E eles fizeram um silêncio de choque, all eyes on me, arregalados, mal podendo crer no que eu tinha falado. E eu que falei tão normalmente! Até que todos disseram juntos:

- Aaaaah, que coisa linda! Gente, vocês acreditam nisso??? O coração de gelo!! O iceberg derreteu!
- Ah, mas é que “eu te adoro” é tão estranho, não se encaixa mais há tanto tempo!... É difícil ouvir “mulher da minha vida” ou “você é a pessoa que eu procurava” e responder qualquer coisa que não seja “eu te amo”. Não é que eu tenha pensado e analisado e chegado à conclusão de que eu realmente o amo, mas é que... é natural, é o meu instinto mesmo.
- Vem de dentro, né... Mas é assim que é pra ser!! Nossa, gente... ela tá amando de verdade.

Eu já tinha me acostumado a engolir as palavras. Fosse olhando nos seus olhos, fosse terminando um email, no final de uma ligação. Eu já achava normal segurar os meus instintos pra não te dizer o que teima tanto em sair da minha boca, o que me é tão natural, tão simples. Tão pequeno e tão grande. Eu já tinha me acostumado e ontem com o espanto deles eu tive que fazer contato.
São só 3 palavras. As mais repetidas ao redor do mundo, as mais banalizadas da história. A base pros melhores e piores poemas, pras mais lindas e mais ridículas declarações. Ele, o “eu te amo”. Tão banal, tão ordinário, e nesse momento, pra mim, such a big deal. Eu me segurando, eu mordendo os lábios pra segurar as palavras, eu sem conseguir pensar e sabendo: não é de se pensar. Não é de racionalizar, de fazer lista, de questionar. Não é a dúvida do “será que eu amo mesmo?” que me congela a fala. É a dúvida do “será que é a hora?”. Sabe, eu olho pra gente, pra essa nossa ânsia, pra essa nossa vontade incontrolável de se afogar um no outro, de beber no gargalo, de nos absorvermos por completo... eu vejo essa nossa volúpia e essa saudade que nos chega nos 2 minutos seguintes a cada despedida, que nos habita em cada uma das horas do dia que passamos separados... e tenho tanta vontade de que não acabe nunca. E tenho tanto medo de falar, de colocar em palavras e banalizar esse sentimento que agora é tão grande, que agora sufoca, que transborda e não permite disfarce. “E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei”
E eu sei, a gente sabe... um dia isso passa. E quanto mais se gasta mais rápido passa, e quanto antes se banaliza menos a mágica dura. E falar banaliza. E depois das, digamos, 10 primeiras vezes, o “eu te amo” não tem mais sentido nem força. Vira “pão com manteiga”. E agora, neste momento agora, neste tempo em que tudo borbulha e arde e rescende e dói, em cada uma das vezes que eu mordo os lábios pra não dizer as tais palavras ou seguro os dedos pra não digitá-las, eu sinto a força delas. Eu sinto pulsar, vibrar no meu peito, como uma chamada no celular pela qual se esperou muito. Iuuuuhu!... Somebody’s calling! I hope i’ts Mickey!....

Mas o fato é que sim: eu te amo, eu te amo, eu te amo. Pronto, falei.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Committed



Eu tinha regras. Muitas. Rígidas. Eu tinha limites intransponíveis. Eu tinha teorias quase absolutas. Eu tinha convicções e definições que não podiam ser abandonadas. E nem eu queria que fossem. Eu determinei, há tanto tempo, que certas coisas eram inaceitáveis, que certos defeitos eram eternos, que certos erros eram irreparáveis. Quando os meus amigos tratavam como uma fase o que pra mim era um indiscutível fim, eu não conseguia entender a cabeça de todo mundo. “Gente, vocês não tão entendendo... ACABOU!”. E eles me pareciam tão irritantemente confiantes em afirmar que não era bem assim.

Era assim. Dentro de mim era mesmo definitivo, determinado, absoluto. Dentro de mim não tinha mais jeito, não tinha mais volta. Sem mágoa, sem desespero. Apenas não tinha volta.

E aí eu te vi de novo. Cedo demais, perto demais, disposto demais. “Eu só quero saber se eu ainda tenho alguma chance com você, algum dia.” E me doía a súbita vontade de te apertar a mão, de te olhar nos olhos, de te apertar contra o meu peito. Me doía a sua presença, a sua existência, pura e simplesmente. Até que eu repeti o papel ridículo da minha mãe e fui lá pra fora chorar. Como eu nunca faço, como eu já nem sabia que conseguia fazer. E eu soluçava sendo obrigada a admitir que não era tão fácil, que você ainda estava dentro de mim, que passar tantas horas olhando aquelas fotos não tinha sido o suficiente pra te deletar daqui de dentro.

E aí você veio me abraçar e me consolar e me garantir que não ia doer mais, e eu vi. Vi nos seus olhos que alguma coisa tinha mesmo mudado, ouvi nas suas palavras que a sinceridade a toda prova continuava presente, ainda maior, ainda mais pura. E naquele momento eu soube até que o resto do mundo nunca entenderia, e que pela primeira vez, eu não me importava. Que tivesse sido muito rápido, que eu tivesse sido muito fraca, que tivesse cedido e acreditado cedo demais. Quem ama e prima pela verdade como eu, sabe reconhecê-la. Ainda mais olhando nos olhos. Ela estava ali, a verdade. Em você. E eu soube que depois de tanto tempo procurando e esperando, talvez eu finalmente tivesse achado algo real.

Depois veio o medo. No dia seguinte, e no outro, e nas vezes em que eu abri de novo aquelas fotos procurando que a dor fosse forte o suficiente pra me fazer desistir, e ela nunca era. Veio o medo, acredito que o resto dele, ainda acumulado nos meus cantos e esquinas, tão alimentado por tanto tempo, tão infiltrado em cada célula minha. E pelo momento histórico, pela avalanche de acontecimentos, pela overdose de emoções, eu tive que calar. Todas as minhas vozes e ânsias, todas as minhas dúvidas e temores. Que esperassem mais um pouco, porque o resto das programações não podia esperar.

Até que eu compreendi que eu devia isso a mim mesma. Uma chance de tentar, de confiar e me envolver de novo, uma chance pra crescer com alguém e não mais sozinha. Uma chance, uma porta aberta pra vida entrar. Ser dura é diferente de ser forte, ser fria é diferente de ser adulta. Eu merecia uma história nova, eu precisava de uma história bonita. Eu devia a mim mesma e a todas as minhas cicatrizes uma chance pra construí-la. “Saber amar é saber deixar alguém te amar.”

Eu não sei bem quando foi que me rendi. Não sei qual das suas palavras, qual dos seus olhares, qual dos seus gestos me fez parar de resistir e despir de vez a armadura. Acho que foram todos, juntos. A decisão de me incluir de vez na sua vida e na sua família, o jeito firme e decidido com que você entrou na minha. Com todos os meus problemas e turbilhões, lá no meio deles. Abraçando a causa, fazendo o lanche, segurando a barra, corrigindo a prova. Eu me preocupava em não te envolver demais na loucura, com medo de você querer correr quando visse de perto o drama mexicano que é a minha história. E você já tava lá dentro, e já fazia tanta questão de estar, e já me garantia que sempre estaria, mesmo se eu não quisesse ou pedisse. E quando olhei pra mim eu vi que no meio de tanta coisa e tanto problema, eu ainda conseguia estar feliz. Mais: eu mal conseguia parar de sorrir. E era você. Porto seguro, muro de sustentação, bote salva-vidas. Era você, só você no meio de tanta loucura e tanta dor e tanto breu. Era só você e já era suficiente: eu não estava mais no escuro.

“- Promete que amanhã eu não vou ter que dividir a sua atenção? Que você vai ser só minha?
- Eu já sou só sua há muito tempo, Leonardo. Só você não percebeu isso ainda.”

Eu não tenho mais medo da palavra, meu bem. Pelo contrário. A cada minuto que passa eu me sinto mais segura e mais completa nesse lugar.

Da sua namorada.

terça-feira, dezembro 30, 2008

“Ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar...”



A verdade é que eu não sei lidar com a vulnerabilidade. Com aquela parte, aquele momento exato em que vira-se o disco e você passa de segura, controlada e equilibrada para... absolutamente entregue. Aquela hora em que você olha pra dentro de si e pensa: fudeu.

Eu pensei que era só uma cicatriz, pensei que eu estava curada, que... não ia doer mais. Depois de tanto tempo, depois de 5 anos, longos 5 anos sem sentir aquela insegurança e aquela angústia tão característica... eu pensei que tinha passado. Mas ontem, quando entrei no chuveiro e senti de novo aquele medo e aquela dúvida, eu não tive como não chorar. Porque agora eu já não sei se é real ou não, agora eu nunca sei se devo confiar na minha intuição e pensar “tem alguma coisa errada nessa história” ou se devo me ignorar, enfiar na cabeça que é paranóia minha, e... passar por cima. Pior: será que eu consigo passar por cima?

Era tão bom não sentir. Era tão confortável a minha segurança, a minha auto-suficiência, uma vida de certezas, de preto no branco, de liberdade e praticidade total. Eu não precisava me preocupar com traições, simplesmente porque eu não tinha ninguém pra me trair. Eu não me perguntava se estava sendo enganada, se seria feita de otária, se passaria por aquilo tudo de novo... simplesmente porque não existia ninguém que tivesse esse poder e essa importância, não existiu em todo esse tempo nenhuma pessoa que tivesse o meu coração nas mãos assim... “to fill or burst, to break or bury, or wear as jewerly…” Não existia, portanto, alguém que pudesse quebrá-lo.

Hoje existe. E digo hoje em sentido literal, porque como estamos falando de mim sempre é possível que eu acorde amanhã absolutamente recuperada, controlada, back to business. Mas hoje, hoje existe alguém aqui dentro, fazendo an unbelievable mess inside of me, e eu cheguei àquele ponto em que não dá mais pra ficar indiferente, pra ignorar. Aquela fase do “não me importa com quem você se deite, que você se deleite seja com quem for” já ficou no passado. E eu, que tinha tanta certeza que o tempo tinha curado essa ferida, eu que pensei que o trauma tinha ficado lá, enterrado naquela história infantil de 5 anos atrás, entro no chuveiro sentindo aquela mesma dor, a ferida aberta como se tivesse sido ontem. E choro a perda daquela minha força e daquele meu controle inabaláveis, choro a fraqueza adquirida, que me sufoca tanto e me faz tão pequena, tão ordinária, tão incapaz. Tão dependente e fraca quanto aquelas mulherzinhas que eu tanto discriminei.

A verdade é que eu não sei lidar com a vulnerabilidade.

ps: mas ela sempre falou de mim tão melhor que eu:

Aprendi a amar sob o signo do efêmero, avisada de que a qualquer momento podia me flagrar vivendo de mentira ou despencando de uma torre muito alta que a mim não pertencia. Alfabetizei o peito e os olhos para acolher o adeus a qualquer momento e por qualquer motivo, em muitas línguas, de muitas formas, mesmo sussurrado em ausência e silêncio. Eduquei os braços para o regresso do vazio e os pés para dar meia volta e seguir noutra direção, como se o amor fosse frágil, perecível, volátil, fugidio, como se eu nunca fosse capaz de fazê-lo vingar, ou não merecesse permanência, mais que uma miragem, um presságio, um trailer. Peço perdão se não sei mergulhar no que para mim sempre foi um poço raso demais. Para isso é preciso mais que certezas. Para isso é preciso fé.

Patricia Antoniete (e aqui também)

terça-feira, dezembro 16, 2008

Pronome possessivo masculino, primeira pessoa do singular



Por hoje, só por hoje, eu vou me dar o direito de sentir toda a paz e todo o calor que eu quiser sentir. Só por hoje eu vou me permitir essa sensação plena de alívio e conforto, só por hoje eu vou deixar que a lembrança da minha cabeça no ombro dele me console e me dê calma. No dia de hoje, mas só por hoje, eu vou me permitir a fraqueza e a fragilidade de me sentir mais segura por tê-lo aqui comigo, por ter alguém.

Eu tenho alguém. Eu tenho alguém pra ligar a qualquer hora, pra falar de nada, pra falar de tudo, pra fazer propostas indecentes às 3 da tarde, pra matar aula do cursinho (as minhas), pra fazer matar aula da faculdade (as dele). Alguém que me chega de surpresa na segunda ou no domingo à noite, de mochila nas costas (“ah, umas roupas pra deixar aqui, só”) e diamante negro no bolso. Que sai com os amigos mais cedo na sexta pra dar tempo de me ver, que tenta de mil jeitos me convencer a não sair pro mercado pra ficar no sofá vendo o jogo, a não acordar cedo pra sair, e ficar na cama até meio dia. Eu tenho alguém que acha graça nas minhas pequenas crises de ciúme, no meu sotaque, nas minhas expressões, na minha mania por pipoca rosa. Eu tenho alguém que diz "mas porque é que você já tá se vestindo? espera aí!" quando eu saio do banho e já abro o guarda roupa, alguém que deita na minha cama e diz "vem aqui, minha morena". Minha morena, gente... minha morena me mata!...

Eu tenho alguém no meu sofá, na minha cama, na minha cabeça. Eu, que sempre gostei tanto do instituto da posse.

Eu hoje vou me aninhar no ombro dele sem medo do envolvimento, vou me despir sem vergonha, vou me envolver sem controle. Talvez hoje eu até confesse que gosto mesmo e muito dele. Sem me preocupar com o que ele pode pensar, sem medo dele correr pra longe.
Talvez hoje, só por hoje, eu...
Não, eu não vou usar essa palavra.

terça-feira, outubro 21, 2008

O casal feliz



Eu odeio casais felizes. Esses que se beijam molhadamente em lugares públicos, que se agarram na sala de aula, que dão comida na boca do outro, que fazem musculação de mão dada. Os que estudam na mesma turma e se vêem todos os dias, mas ainda passam os intervalos de aula juntos, ela no colo dele, os dois entretidos num beijo que dura os vinte minutos de pausa entre a saída de um professor e a entrada de outro. Todos os dias. Esses que ficam se pegando no bar quando só tem mais uma pessoa na mesa, naquela situação em que o terceiro quer se matar de constrangimento, aqueles que dançam se beijando e esbarrando em todo mundo que tá em volta, derrubando bebida nos outros. Eu sempre, sempre odiei esses casais que se abraçam e se beijam hollywoodianamente no meio do supermercado e atravancam o corredor quando eu tô com pressa pra passar, ou quando preciso pegar alguma coisa que tá bem ali naquela prateleira.

Ontem a gente tava no supermercado comprando cerveja, naquele momento crítico do pseudo-relacionamento em que nenhum dos dois sabe como agir, naquele dia em que não se sabe de nada, depois do email mas antes da conversa, depois de 2 semanas sem se ver, “estamos juntos ou não, vamos ficar juntos ou não?”. Acho que nenhum dos dois sabia. E nem saberíamos, nem saberemos até o momento em que discutirmos e colocarmos os pingos nos is. A gente não estava junto e nem devia ficar junto, não antes de resolver essa palhaçada toda, mas... e aquele frio na barriga, aquela tensão sexual absurda, o que se faz com ela? A gente andava pelo corredor de bebidas e eu só faltava me agarrar àquelas prateleiras coloridas, de medo de correr pra você, de pavor de sucumbir àquela volúpia, àquela vontade doida de te pertencer. E não podia, não podia nem te olhar muito, não podia me expor assim, não podia me entregar, me mostrar, me envolver mais. Mas não dava pra falar com você sem olhar pra sua boca, não dava pra dissipar a tensão, não dava nem pra disfarçar.

A gente tava no caixa, eu digitando a senha do cartão, quando você me beijou. Eu olhava pra frente, pra maquininha do Visa na minha frente, concentrada!... eu nem tava virada pra você, quando você me puxou e me deu um beijo, ali mesmo. E eu esqueci, esqueci que odeio casais que se agarram no supermercado, esqueci que a mulher do caixa tava trabalhando até as 9 da noite, que ela tava ali na minha frente e que era uma palhaçada ficar te beijando bem naquela hora. Eu senti tanta falta do seu beijo que não consegui nem concluir o pensamento de que eu não devia estar te beijando, menos ainda ali, menos ainda naquela hora, daquele jeito. Eu nem pensei, naquela hora, que já me recusei a beijar no supermercado, que já falei tanto pra outros "pára de me abraçar aqui no meio porque eu odeio casais felizes", que já fiz papel de amarga tantas vezes por ser contra demonstrações públicas de afeto e desejo.

E a sua mão nas minhas costas andando até o estacionamento não devia me dar tanto alívio e tanta paz, e o seu sorriso não devia ter o poder de arrancar o meu. Eu não devia, por uma infinidade de razões, eu não devia nem podia gostar de você assim, quarto filho. Mas eu gosto.

“Uma mulher apaixonada é uma mulher baleada”. Eu? Um tiro em cada joelho.

terça-feira, outubro 14, 2008

Fragmentos

Aí eu te ligo no domingo à noite pra saber como foi de viagem, pra ouvir um pouquinho da sua voz que às vezes eu penso ser minha, pra ouvir você que às vezes eu penso ser meu (mas só às vezes). E ligo só pra sentir aquele calorzinho por dentro, só pra achar que dentro de mim nem tá tão vazio assim, só pra essa vontade de preenchê-lo com chocolate (o meu vazio) ir embora. Mas você ainda não chegou e vem com brincadeirinhas de que só volta no outro domingo, e eu nem acho graça, nem começo a acreditar e nem supro vazio interno nenhum com a tua voz. Talvez seja só porque você continua “curtindo a vida adoidado” com os amigos e eu nunca conseguiria te sentir meu nesse contexto, ou porque eu queria ficar falando de nada, sem pressa e sem vontade de desligar, como a gente sempre faz... e você tava no meio de todo mundo, no meio do seu mundo no qual eu não me encaixo, com seus casais de amigos que não me conhecem nem um pouquinho.



Sei que nessas horas eu me pergunto: por que mesmo? E ao contrário do seu medo de gostar, e ao contrário do nosso medo de envolvimento... nessa hora eu tenho medo de não me envolver, de não conseguir, de nunca “fill in the blanks”. De não conseguir nunca gostar de você MESMO, for real, de ficar de novo só na superfície, sem mergulhar nunca, sem me entregar de verdade nunca. Em momentos assim, quando eu não tenho borboletas de estômago por você (e pior, não me lembro de ter tido em algum momento), me dá medo de descobrir que tô com você só porque você gosta de mim, porque você é disposto e interessado e entregue como não eram a algum tempo, e correto, e diferente sim. Mas nada mais. E se tudo isso aqui existir só porque você gosta de mim... aaaah, é tão pouco. “E pouco eu não quero mais”.
No início era tudo tão simples, tão natural. Você era só mais um cara e eu podia ser exatamente eu mesma, porque se você não gostasse o problema era só seu. Hoje não. Agora que você ganhou importância eu já não posso me dar ao luxo de não te conquistar, não posso admitir tão facilmente a possibilidade de você não gostar de mim, de você por de alguma forma e por alguma razão não me querer mais. E aí eu jogo. E analiso se posso ligar, se devo mandar email, se falo, se calo, se mostro, se escondo, se dou, se seguro. Analiso, analiso, analiso. E ainda me pergunto se vale a pena, se gosto o suficiente, se falta algo. Eu dispenso 2 caras em 2 dias porque eles não são você, e ainda me pergunto se gosto de você o suficiente.

Acho que uma parte de mim sempre soube que essa maldita viagem ia mudar as coisas. Ia matar um pouquinho desse nosso amor tão novo e tão pequeno ainda, dessa nossa paixãozinha prematura, tão frágil, na incubadora, respirando por aparelhos. Dessa nossa relação que não é relacionamento ainda, mas que se não fosse essa festa e os seus instintos masculinos de solteirice subitamente reacendidos... certamente que era uma questão de tempo.
Na verdade eu preciso entender que, se você der mesmo pra trás assim, se você tiver mesmo retrocedido desse jeito tão Godoy, tão juvenil e tão imaturo... é porque você não vale a pena. De novo, por mais uma vez nessa minha historinha, eu vou cantar no último volume “é uma pena mas você não vale a pena”. Pra mais um cara tão descartável e igual a todos os outros. Eu não queria, profunda e verdadeiramente não queria que você fosse descartável. Eu não quero. Mas não depende só de mim, honey. Aqui nesse ponto da estrada... depende de você. Don’t let me down. Please, don't.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Uma bala em cada joelho



A verdade é que eu já gosto tanto de você. Mais do que eu provavelmente deveria, mais do que gosto, geralmente, dos outros. Mais do que estou acostumada a gostar. E mais a cada dia, 100% mais quando você me deixa depoimentos preocupados, com mil justificativas pra qualquer coisa pequena (ou grande, até), 150% mais quando você termina-os falando “se você ainda quiser me ver eu queria ir aí hoje”, 200% mais quando você liga no meio da tarde de segunda feira, e eu sinto um alívio quase físico só por saber que não vou precisar esperar até o fim de semana pra falar com você de novo. E 300% mais quando você toca o meu interfone nessa mesma noite de segunda, com 3 cervejas e essa sua cara de menino que adoro tanto, e que tenho vontade de morder e apertar até sufocar. E um tantinho mais com cada frase ou cara fofa que você faz, e elas são tantas.

E mesmo nas coisas que não gosto, mesmo quando você fuma um cigarro atrás do outro, mesmo quando fica empolgado demais e rindo demais de uma coisa idiota, quando fala do “show da vida”, quando faz poses e diz coisas que eu sei que são dos seus amigos beldades/comedores, ou quando fala deles como se fossem os caras mais fodas da face da Terra... mesmo com essas coisas, mesmo que nessas horas eu segure o ar e pense “não faz isso porque eu vou me cansar de você, não fala essas coisas que vai perder o encanto”... não perde. No dia seguinte eu acordo já com uma saudadezinha e uma vontade de te ver e te beijar que vão crescendo ao longo do dia, que de noite já deixaram de ser agradáveis e passaram a me incomodar. Porque eu não sirvo pra isso e não me permito mesmo romancear tanto, porque eu corro quilômetros do envolvimento e da perda do controle. Porque eu não deixo, não vou, não pulo. Porque sim, você tinha razão... eu tenho medo.

E ao mesmo tempo eu pulo, de ponta. Não me seguro, não fujo de você, não consigo arquitetar e jogar. No fim eu faço tudo que quero fazer e te falo tudo que quero falar, no fim da noite eu fui exatamente eu mesma. E a gente sabe que essa historinha de “seja sempre você mesmo, não existem jogos ou teatros” é lenda. Quer dizer, eu tinha essa certeza... Mas agora, com você, é tudo tão natural, tão verdadeiro, tão sincero... que às vezes eu me belisco pra ver se é de verdade, e várias vezes ao dia eu fico esperando vir alguma coisa que estrague tudo, porque tá bom demais pra ser verdade. Me preparando pro pior, pro fim, pro final infeliz.

Eu sei, eu sei... eu sou a doente dessa história. Ôrra, eu sempre soube! A paranóica, a pessimista, a traumatizada, complexada. Aquela que tomou chifre demais e foi enganada DEMAIS pra conseguir se relacionar de uma forma saudável, aquela que um belo dia parou e aí ficou só observando... e viu que em toda a sua volta todo mundo só fazia sofrer, se machucar, se apoiar em relacionamentos falidos e doentios. Aquela que por fim desistiu, e resolveu se relacionar só na superfície e não se envolver de verdade nunca. Já tem alguns anos que eu sou essa pessoa, babe... você é que não sabe disso ainda.

Eu hoje escrevo e transbordo e entorno o copo cheio demais de sentimento, e falo tudo de você e publico pra ver se passa. E coloco essa foto aqui pra saber que ela tá exposta em algum outro lugar, e não necessariamente no meu fundo de tela mais. Já posso tirá-la de lá, não preciso mais ficar olhando pro seu pescoço e suas pintas tão minhas, já posso retornar ao equilíbrio, ao mundo real, a um estado mínimo de racionalismo e frieza (nossa, era tão fácil atingi-lo antes). Agora tá tudo aí, solto no mundo, e eu já posso respirar em paz.

Já vai, já vai passar. Tomara.