Esse lugar já é a algum tempo a minha válvula de escape, às vezes a única, e eu já deixei, também a algum tempo, de me preocupar com a repetitividade dos temas, com a redundância das minhas palavras. Eu escrevo pra me esvaziar, nem que isso signifique fazer 10 textos sobre o mesmo assunto. Eu preciso é que ele se esgote em mim.
Sabe, às vezes eu tenho umas vontades inexplicáveis (como essa aqui) de te lembrar daquelas coisas que falamos todo dia. E hoje... hoje me deu uma vontade boba de vir aqui te dizer mais uma vez aquilo que já é tão óbvio e repetido: EU TE AMO.
E é muito, e é de verdade, e aquilo que você fala é tão recíproco: eu não consigo me ver sem estar te namorando, eu não consigo me ver não te amando. Eu não consigo me ver sem o seu peito pra deitar, sem a sua barba na minha nuca, sem o seu abraço, sem os seus olhos, o seu beijo. Eu não conseguiria mais olhar pra minha casa e não ter você no sofá, fumando na janela, vidrado no futebol, buscando outra cerveja na geladeira. Nem poderia olhar pra minha cama e não ver a sua cabeça no travesseiro do lado, a sua escova de dente no armário do banheiro, as suas roupas no meu guarda-roupa... Como naquele post da Ticcia que fala tudo: "E quando a gente vê, ama e ama e ama. E ama muito, e ama tanto, e a vida já não é só, e a vida é uma outra, cheia de coisas sem as quais você jamais poderia voltar a ser feliz."
Eu vim te dizer isso assim do nada porque às vezes eu me lembro da gente antes, ou leio algum email em que eu contava pra uma amiga que você tinha sumido sem explicação, ou lembro que apaguei todos os seus emails e mensagens no celular depois "daquilo"... e eu fico pensando em quantas vezes a gente ficou a um passo de se perder por aí, pelo mundo, talvez pra sempre. Nos braços de outros e outras quaisquer. E eu sei, a gente teria ido em frente e a vida teria tomado outros rumos e todos sobreviveríamos. Eu não tô dizendo que ia dar tudo errado, que eu não seria feliz, que o mundo ia acabar. Não ia, a gente sabe que não. A gente sabe que tudo daria certo, eventually, pra ambos. Fosse pelas baladas e bebedeiras da vida, fosse encontrando outra pessoa, fosse criando mais ou menos obstáculos nos futuros relacionamentos. A gente ia se virar, a gente ia se esquecer.
Mas eu não posso evitar o pensamento de que perderíamos tanto, de que deixaríamos de viver e aprender tanta coisa. Desde os milhares de testes à minha paciência aos quais você me submete diariamente, até as tantas e tantas horas deitada no seu peito. Desde as lágrimas e as discussões, desde o intenso e desgastante processo de adaptação, de ambos... até aqueles momentos em que a gente se olha e concorda, só com o olhar... que “se isso não é amor, o que mais pode ser?”. Desde as nossas diferenças insuperáveis, a sua insistência em me mudar e mandar e a minha completa e absoluta recusa em permiti-lo; desde o seu ciúme doentio e a minha insegurança latente... até o conforto indizível da presença, das ligações, dos emails, da cumplicidade. Eu olho pra cara do seu cachorro e não sei como seria o mundo se eu não visse mais aqueles olhos de desenho animado e aquele rabo de espanador que eu já amo tanto. Eu olho pros seus pais e vejo a naturalidade com que eles me incluem na família, o carinho nos pequenos gestos, o interesse deles na minha vida e no aumento da nossa convivência... eu vejo isso tudo e tenho vontade de chorar, de alívio por não ter perdido isso tudo e de medo de perder um dia. E aí eu olho pra mim e sinto tanto por não ter o mesmo pra te dar, por não ter uma grande família pra te apresentar e te oferecer, não ter pais presentes que façam questão de te conhecer e te incluir e te aprovar, não ter uma base sólida e ao mesmo tempo tão bonita quanto a sua.
Eu não sei como o meu gerente lá em cima fez isso (ou o destino, ou quem quer que seja). Nos envolvendo e disfarçando tudo de nós mesmos, nos prendendo um no outro e escondendo de nós, os personagens principais, a trama principal do filme. Olhando de fora parece que foi tudo calculado e planejado, parece que eu te dobrei e pus no bolso, te convertendo do falcatrua inveterado ao namorado mais apaixonado e dedicado que já vi. Mas se tivesse sido assim eu não teria tanta resistência, até hoje, ao compromisso, à dependência, às obrigações. Quando te falei “eu nunca quis namorar e eu não namoraria você”, não era blefe, nem tática. Era a verdade. Quando eu disse que tinha acabado pra mim e que eu não acreditava na mudança das pessoas, não era charme. Era a minha regra mais primordial.
Eu sei que foi uma questão de escolhas. De disposição, de acordos firmados. Você prometendo mudança, eu prometendo tentar. Você prometendo respeito e fidelidade, eu prometendo confiar. Alguém tem que ceder. Todos os dias. Mas mesmo tendo tanta consciência, e mesmo tendo me tornado a pessoa realmente racional e analítica que aprendi a ser ao longo do tempo, eu ainda vejo... alguma coisa muito alheia a nós, aos nossos planos, às nossas vontades, às nossas fraquezas. Algo que talvez aquela cartomante tenha previsto a uns anos atrás, algo que a gente não esperava e nem queria. O escrito certo nas linhas mais tortas.
Eu hoje não te falo tudo, omito pra não discutir, me finjo de boba quando convém. I’m learning you. E não é dissimulação, é diplomacia. Eu hoje não te mostro os meus escritos porque já sei que você não vai entendê-los do jeito certo (como todos os outros homens do mundo), e sempre vai se prender na frase errada, no meio de mil parágrafos certos. Eu não te conto do passado e eu sei que você não quer saber. Eu sei que você prefere fingir pra si mesmo que não existiram outros. E eu deixo. Mas te investigo, e quero saber tudo, mesmo que doa, do passado mais remoto ao presente mais recente. Eu traço o seu perfil sem pretender que não existisse vida antes de mim, é só assim que eu vou te conhecer de verdade. Eu fiz Direito, meu bem... eu sou a favor de todos os meios de prova e análise em juízo admitidos. E alguns não admitidos, porque formalismo é bobagem.
Eu hoje te amo de verdade e sem dúvida. Quase que sem medo. Eu hoje tenho absoluta certeza da reciprocidade disso. Eu não digo que seja pra sempre porque não acredito em pra sempre, eu não faço planos demais porque sei que amor não enche barriga, e sei que temos muito mais lados que não se encaixam do que qualquer outra coisa. Mas eu não troco isso aqui por nada. Nem mesmo por um relacionamento simples e sem brigas, nem pela minha antiga liberdade total. Eu não sei até que data nós vamos, até que ponto da estrada conseguiremos caminhar juntos, até quando pertencer um ao outro será a melhor escolha. Mas eu agradeço, de verdade. A Deus; ao destino; a quem quer que seja e a todas as partes envolvidas... a tudo que nos trouxe até aqui. Porque eu te amo, porque você me ama. E por que em dias como hoje isso compensa todo o resto.
Eu vim te dizer isso assim do nada porque às vezes eu me lembro da gente antes, ou leio algum email em que eu contava pra uma amiga que você tinha sumido sem explicação, ou lembro que apaguei todos os seus emails e mensagens no celular depois "daquilo"... e eu fico pensando em quantas vezes a gente ficou a um passo de se perder por aí, pelo mundo, talvez pra sempre. Nos braços de outros e outras quaisquer. E eu sei, a gente teria ido em frente e a vida teria tomado outros rumos e todos sobreviveríamos. Eu não tô dizendo que ia dar tudo errado, que eu não seria feliz, que o mundo ia acabar. Não ia, a gente sabe que não. A gente sabe que tudo daria certo, eventually, pra ambos. Fosse pelas baladas e bebedeiras da vida, fosse encontrando outra pessoa, fosse criando mais ou menos obstáculos nos futuros relacionamentos. A gente ia se virar, a gente ia se esquecer.
Mas eu não posso evitar o pensamento de que perderíamos tanto, de que deixaríamos de viver e aprender tanta coisa. Desde os milhares de testes à minha paciência aos quais você me submete diariamente, até as tantas e tantas horas deitada no seu peito. Desde as lágrimas e as discussões, desde o intenso e desgastante processo de adaptação, de ambos... até aqueles momentos em que a gente se olha e concorda, só com o olhar... que “se isso não é amor, o que mais pode ser?”. Desde as nossas diferenças insuperáveis, a sua insistência em me mudar e mandar e a minha completa e absoluta recusa em permiti-lo; desde o seu ciúme doentio e a minha insegurança latente... até o conforto indizível da presença, das ligações, dos emails, da cumplicidade. Eu olho pra cara do seu cachorro e não sei como seria o mundo se eu não visse mais aqueles olhos de desenho animado e aquele rabo de espanador que eu já amo tanto. Eu olho pros seus pais e vejo a naturalidade com que eles me incluem na família, o carinho nos pequenos gestos, o interesse deles na minha vida e no aumento da nossa convivência... eu vejo isso tudo e tenho vontade de chorar, de alívio por não ter perdido isso tudo e de medo de perder um dia. E aí eu olho pra mim e sinto tanto por não ter o mesmo pra te dar, por não ter uma grande família pra te apresentar e te oferecer, não ter pais presentes que façam questão de te conhecer e te incluir e te aprovar, não ter uma base sólida e ao mesmo tempo tão bonita quanto a sua.
Eu não sei como o meu gerente lá em cima fez isso (ou o destino, ou quem quer que seja). Nos envolvendo e disfarçando tudo de nós mesmos, nos prendendo um no outro e escondendo de nós, os personagens principais, a trama principal do filme. Olhando de fora parece que foi tudo calculado e planejado, parece que eu te dobrei e pus no bolso, te convertendo do falcatrua inveterado ao namorado mais apaixonado e dedicado que já vi. Mas se tivesse sido assim eu não teria tanta resistência, até hoje, ao compromisso, à dependência, às obrigações. Quando te falei “eu nunca quis namorar e eu não namoraria você”, não era blefe, nem tática. Era a verdade. Quando eu disse que tinha acabado pra mim e que eu não acreditava na mudança das pessoas, não era charme. Era a minha regra mais primordial.
Eu sei que foi uma questão de escolhas. De disposição, de acordos firmados. Você prometendo mudança, eu prometendo tentar. Você prometendo respeito e fidelidade, eu prometendo confiar. Alguém tem que ceder. Todos os dias. Mas mesmo tendo tanta consciência, e mesmo tendo me tornado a pessoa realmente racional e analítica que aprendi a ser ao longo do tempo, eu ainda vejo... alguma coisa muito alheia a nós, aos nossos planos, às nossas vontades, às nossas fraquezas. Algo que talvez aquela cartomante tenha previsto a uns anos atrás, algo que a gente não esperava e nem queria. O escrito certo nas linhas mais tortas.
Eu hoje não te falo tudo, omito pra não discutir, me finjo de boba quando convém. I’m learning you. E não é dissimulação, é diplomacia. Eu hoje não te mostro os meus escritos porque já sei que você não vai entendê-los do jeito certo (como todos os outros homens do mundo), e sempre vai se prender na frase errada, no meio de mil parágrafos certos. Eu não te conto do passado e eu sei que você não quer saber. Eu sei que você prefere fingir pra si mesmo que não existiram outros. E eu deixo. Mas te investigo, e quero saber tudo, mesmo que doa, do passado mais remoto ao presente mais recente. Eu traço o seu perfil sem pretender que não existisse vida antes de mim, é só assim que eu vou te conhecer de verdade. Eu fiz Direito, meu bem... eu sou a favor de todos os meios de prova e análise em juízo admitidos. E alguns não admitidos, porque formalismo é bobagem.
Eu hoje te amo de verdade e sem dúvida. Quase que sem medo. Eu hoje tenho absoluta certeza da reciprocidade disso. Eu não digo que seja pra sempre porque não acredito em pra sempre, eu não faço planos demais porque sei que amor não enche barriga, e sei que temos muito mais lados que não se encaixam do que qualquer outra coisa. Mas eu não troco isso aqui por nada. Nem mesmo por um relacionamento simples e sem brigas, nem pela minha antiga liberdade total. Eu não sei até que data nós vamos, até que ponto da estrada conseguiremos caminhar juntos, até quando pertencer um ao outro será a melhor escolha. Mas eu agradeço, de verdade. A Deus; ao destino; a quem quer que seja e a todas as partes envolvidas... a tudo que nos trouxe até aqui. Porque eu te amo, porque você me ama. E por que em dias como hoje isso compensa todo o resto.
2 comentários:
Amiga, que lindo tudo isso que você escreveu. Que lindo esse amor de vocês e essa sua entrega.
Que lindo a gente ter se conhecido nesse caminho de solidão para crescer e evoluir juntas até o ponto de saber e ter certeza do que é realmente importante nessa vida.
Parabéns para você que já cresceu e amadureceu e já chegou em um nível delicioso de se chegar.
Espero que as coisas sejam sempre pelo caminho mais fácil e prazeroso e que quando tiver uma pedra no caminho, independente do tamanho dela, seja fácil de afastar, pular, ignorar.
A sua história é a minha sempre.
E quando vc se sente feliz e completa eu sou capaz de me sentir assim tbm, apesar de ter um grande espaço dentro de mim para ser ocupado ainda.
QUE SEJA ETERNO ENQUANTO DURE.
E que o amor só te faça bem.
Porque amor que faz mal não é o amor que a gente passou a vida inteira procurando.
Te amo (e vc só me faz bem).
^^
nossa, é lindo. poético a forma como vc escreveu, tão sinceramente.
e pode ter certeza que vale a pena pelo simples fato de te fazer feliz!
=**
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