Pra mim o mais ridículo em relacionamentos (ou em mim, ou na minha forma de amar/me relacionar), é a constante oscilação entre o amor e o ódio, entre a mais visceral necessidade e o mais profundo desprendimento, entre a certeza absoluta e a dúvida cruel.
Num dia você ama. Num dia você olha para aquela pessoa e é ela, você tem certeza absoluta de que é com ela que você quer passar a vida inteira. Você olha nos olhos dela e acredita, realmente crê que vai dar certo, não apenas por um tempo, não apenas enquanto você aguentar, mas por anos e anos. Passando por casamento, filhos, empregos, casas, carros. Comunhão parcial de bens, vestido branco, quartos de bebê, festas da escola, aniversários de casamento, parcelamentos, natais, reformas, almoços de domingo. Vida inteira. Tem dias em que você acorda e olha pro lado e simplesmente sabe: é esse o meu futuro.
Mas daí vem um dia, ou só uma hora, ou às vezes vários dias, uma semana inteira. Momentos em que você sabe, e aí também simplesmente sabe, que não é bem assim. Que aquelas dificuldades não vão embora, que algumas coisas nunca serão acertadas, que o seu cansaço vai sim aumentar a cada discussão infantil e idiota. Que a sua paciência vai acabar, um dia, (talvez próximo) e você não vai mais conseguir respirar fundo e relevar e engolir todas as ignorâncias crônicas, imaturidades incuráveis, manias e regras absolutas. Tem dias em que você sente e tem certeza absoluta que tá quase lá, que o dia está próximo, e você vai explodir e ir embora e não dar mais conta. Tem dias em que o fim é palpável.
E quanto mais as famílias se amem, e quanto mais amiga você fique dos amigos, e quanto mais os seus pais torçam e desejem que seja mesmo ela, aquela pessoa... mais forte é a oscilação. Quanto mais você ame o cachorro dele, quanto mais a mãe dele seja a sogra ideal, e a família dele seja tudo aquilo que você precisava e não sabia, e por mais que às vezes você o veja fazendo coisas que você nunca faria ou saberia fazer, e daí pense que realmente, sob tais aspectos vocês se completem. Por mais que a sua fé te acompanhe, um dia vem (com motivo ou sem) a certeza de que não importa o quanto você se esforce, e incentive o progresso, e encoraje mudanças, e reforme o guarda-roupa, e torça, e ceda, e se adapte... nunca vai dar certo. Ele nunca vai ser bom o suficiente, ele nunca vai ser uma pessoa de fácil convivência, de compreensão, bom senso e diplomacia impecáveis. E será que é isso que você quer? Colocar panos quentes e evitar conflitos sozinha por todo o sempre? Ser pra sempre a pessoa mais fácil da relação, ser sempre a que compreende, cede e dá o braço a torcer? Será que vale a pena?
Num dia você ama. Num dia você olha para aquela pessoa e é ela, você tem certeza absoluta de que é com ela que você quer passar a vida inteira. Você olha nos olhos dela e acredita, realmente crê que vai dar certo, não apenas por um tempo, não apenas enquanto você aguentar, mas por anos e anos. Passando por casamento, filhos, empregos, casas, carros. Comunhão parcial de bens, vestido branco, quartos de bebê, festas da escola, aniversários de casamento, parcelamentos, natais, reformas, almoços de domingo. Vida inteira. Tem dias em que você acorda e olha pro lado e simplesmente sabe: é esse o meu futuro.
Mas daí vem um dia, ou só uma hora, ou às vezes vários dias, uma semana inteira. Momentos em que você sabe, e aí também simplesmente sabe, que não é bem assim. Que aquelas dificuldades não vão embora, que algumas coisas nunca serão acertadas, que o seu cansaço vai sim aumentar a cada discussão infantil e idiota. Que a sua paciência vai acabar, um dia, (talvez próximo) e você não vai mais conseguir respirar fundo e relevar e engolir todas as ignorâncias crônicas, imaturidades incuráveis, manias e regras absolutas. Tem dias em que você sente e tem certeza absoluta que tá quase lá, que o dia está próximo, e você vai explodir e ir embora e não dar mais conta. Tem dias em que o fim é palpável.
E quanto mais as famílias se amem, e quanto mais amiga você fique dos amigos, e quanto mais os seus pais torçam e desejem que seja mesmo ela, aquela pessoa... mais forte é a oscilação. Quanto mais você ame o cachorro dele, quanto mais a mãe dele seja a sogra ideal, e a família dele seja tudo aquilo que você precisava e não sabia, e por mais que às vezes você o veja fazendo coisas que você nunca faria ou saberia fazer, e daí pense que realmente, sob tais aspectos vocês se completem. Por mais que a sua fé te acompanhe, um dia vem (com motivo ou sem) a certeza de que não importa o quanto você se esforce, e incentive o progresso, e encoraje mudanças, e reforme o guarda-roupa, e torça, e ceda, e se adapte... nunca vai dar certo. Ele nunca vai ser bom o suficiente, ele nunca vai ser uma pessoa de fácil convivência, de compreensão, bom senso e diplomacia impecáveis. E será que é isso que você quer? Colocar panos quentes e evitar conflitos sozinha por todo o sempre? Ser pra sempre a pessoa mais fácil da relação, ser sempre a que compreende, cede e dá o braço a torcer? Será que vale a pena?
E tem dias em que vale. Em que toda a peleja, todo o desgaste, todo o cansaço se perdem, e tudo passa a valer a pena, cem por cento. Tem dias em que ele cede, em que ele reconhece erros e pede desculpas repetidas vezes, que ele volta atrás, que ele te prova. Tem dias em que ele compreende, e respeita, e entende tudo, tem dias em que ele realmente muda, e pra ser sincera, esses dias não são poucos. A verdade é que ele é sempre tão disposto, e a verdade é que isso faz toda a diferença.
Num dia o seu futuro é sólido, no dia seguinte ele é líquido, e nos momentos em que você ferve, ele é quase vapor. E assim você vai em frente (ou em círculos, vai saber), com desejos tão mutáveis e certezas tão fugazes, correndo de um lado pro outro como uma barata tonta.
Será que um dia passa?
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