"Sem itinerário ou paradeiro.
Dia de chuva tem sempre isso. Não sei bem se é o cinza, se é o lodo, se são os vidros embaçados dos automóveis, as barras das calças sujas das poças, os semáforos estragados, os grandes morcegos empalados sobre todas as cabeças. Sei que toda saudade aumenta, toda tristeza existe mais, úmida e aderente, todo o desânimo pesa mais um tanto encharcado sob as marquises onde procura-se proteger o que sobrou aos cotovelos. Pode ser que sejam apenas os meus pés molhados, mas isso não explica meus olhos morrendo por dentro cada vez que chove e eu volto àquela noite."
Post antigo DELA, a megamaster Ticcia
quinta-feira, setembro 10, 2009
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Um comentário:
Ouw... nem me fale em dias de chuva! Me caem tão bem na alma! Era tudo o que eu queria hoje...
tempos que não vinha aqui, tava sentindo falta dos teus textos!
Beijos!
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