quinta-feira, novembro 12, 2009

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 "Escuta. Aperta minha mão. Tá me dando aquela pena de mundo, sabe? Vem a imagem de um tappeware com um pedacinho de bolo. Minha mãe preparou e eu fiquei com preguiça de trazer. Isso nunca aconteceu, mas eu fico sofrendo como se tivesse. E passo o dia levando sustos como se todos os carinhos simples, que esqueci de reparar, fossem bonecos de mola macabros que saltam do nada. Não sei o que isso quer dizer, amor. Mas você sabe. Então, aperta minha mão e me diz que eu posso deixar tudo isso pra trás sem tanta dor. Eu preciso ser adulta sem achar que tô matando o principal. Entende? Você pode? Me amar quando eu não posso ser adulta? Pra que eu seja sabendo que se eu não puder tudo bem e isso me dá forças pra ser mais e mais? Eu já sou. Você pode?"

Aiai... nem me fale, Tati. Nem me fale.


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